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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Evangelistas e Pastores – Ministérios Diferentes

Texto Ef. 4.11-12
INTRODUÇÃO. Não são poucos que sem saber interpretam a Bíblia aos olhos da cara, ou melhor, achando que estão acima das verdades de uma interpretação ortodoxa. É o caso do “Evangelista e Pastor”, pois ambos possuem ministério e exercem de forma diferente. Ora, pela Bíblia é o que devem, ou melhor, que cada função seja de acordo com o cargo exercido no ministério. O grande questionamento é o seguinte, a “Função do Evangelista é igual ao do Pastor?” Claro que não, esta é a posição mais sensata do ponto de vista Bíblico.
    Ora, antes de nos determos neste tema que julgo ser de suma importância no contexto evangélico, quero tecer alguns comentários que vejo que são relevantes ao tema supracitado. Pois já fui questionado por alunos e obreiros com relação ao ministério de Evangelistas e pastores.

I- O evangelista é pastor?
    Alguns sem saber e outros sabem muito bem que são funções diferentes, é tanto que, o apóstolo Paulo quando escreve aos Efésios nos faz saber que são funções diferentes. Ou seja, Disse ele: E Ele mesmo (Cristo) deu “Uns para apóstolos, outros para Profetas, outros para Evangelistas... Por que não podemos entender que tudo não é a mesma coisa? Porque são “Dons Diferentes”, ou melhor, Evangelista é dom, e não função no sentido lato da palavra.

    O evangelista não foi designado por Cristo para ser “Estrela” de púlpito”, pelo contrário, hoje se consagram pessoas para evangelistas e elas pensam que agora a sua função é ficar ao lado do pastor como jarro de enfeite. Destarte, pela Bíblia a função de um evangelista é “Ser um arauto do reino dos céus”, ou melhor, pregar nas praças, nos becos e valados, é abrir novos trabalhos, para então, o pastor exercer o ministério pastoral. O que também podemos entender que a função de um evangelista se configura como um ajudador do pastor. Destarte, é por meio do trabalho do evangelista que as almas (pessoas) se entregam a Cristo e assim tudo flui para o crescimento da obra de Cristo.

    Na verdade alguns usando de suas atribuições hierárquicas no ministério, se acham no direito de consagrar pessoas ao ministério de evangelistas como se isto fosse prerrogativa de Status ministerial. E na verdade tal posição foge da realidade Bíblica, ou melhor, o que temos visto hoje é justamente o contrário do que nos diz a Infalível Palavra de Deus. Vejo que mesmo que o cidadão preencha todos os quesitos para o ministério, mesmo assim, ainda precisa passar por diversos processos para então ser apto a função de “Evangelista”.

1-A chamada é a principal coisa na vida – Ef 4.11
    Ora, ainda há pastores que são cuidadosos neste aspecto, ou seja, procura preparar e treinar cada obreiro para cada função, ou seja, para não serem algo e fazerem diferente. Todavia, é o contrário do que vemos hoje em dia, pois uns são consagrados ao ministério sem saber o que e pra que foram consagrados, ou melhor, são os obreiros pré-fabricados.
    Embora que, são muitos que são consagrados por causas políticas, ou melhor, porque servem como números para votarem em suas eleições. Mas, deixemos isto para trás, pois nosso foco é outro.
    Um evangelista chamado por Deus ele não se torna evangelista por causa da consagração, mas faz jus a função porque Deus o chamou. Ou melhor, ele carrega consigo o estigma da chamada de Deus em sua vida, mesmo que alguém finja em não ver, todavia é mais importante porque foi Cristo quem o chamou. Tenho o prazer de nos meus escritos citar algumas referências de quem pude aprender coisa semelhante, ou melhor, do nosso saudoso Pastor Valdir Nunes Bícego (In-memorian). Pois em seus ensinamentos, o mesmo dizia que “Não se consagra um obreiro para ele ser, e sim, porque já é, e dizia que, a Igreja apenas reconhece a chamada e vocação de Deus na vida daqueles que são chamados” – Heb 5.4.

    Não desmerecendo alguns companheiros, mas existem muitos consagrados evangelistas mais não o são. Ou seja, não carregam consigo a marca do ministério, destarte, não têm a chamada como uma marca em sua vida. Pois um ponto fundamental na vida de um obreiro chamado por Deus são os atributos de seu ministério, ou seja, isto vemos no ministério de Filipe em Antioquia da Síria (At 8.1-26). E dentro desses aspectos ministeriais, vejamos de acordo com a Bíblia quais são os pontos fundamentais de um Evangelista, abaixo:
    1-Ele tem visão do campo...
    2-Ele é um exímio ganhador de almas;
    3-Ele abre trabalho, ou seja, ganhando almas a Cristo;
    4-Ele não se acomoda quanto aos cuidados de pregar;
    5-Ele sempre busca a quem falar de Jesus, ou seja, sente no coração;
    6-Ele não hesita em não pregar, ou melhor, onde esteja sempre quer pregar;
    7-Ele carrega consigo o peso da responsabilidade imposta sobre os ombros;
    8-Ele ora sempre para pregar a Cristo, ou seja, seu negócio é almas;
    9-Ele não se envolve com coisas dessa vida, antes quer ganhar almas;
    10-Ele tem como fundamento principal de seu trabalho, a palavra de Deus.

2-O que o evangelista não é:
    São muitos que usando de suas atribuições se acham ou se intitulam de pastores, mas a meu ver tais coisas acontecem quando não se conhecem bem a Bíblia. Ora, o apóstolo Paulo deixou bem claro isto na sua carta aos cristãos de Êfeso, ou seja, Evangelista é função totalmente diferente da do pastor.  Enquanto o evangelista prega e abre trabalho, o pastor é aquele que tem o dom de pastorear, ou melhor, são funções distintas. E isto tem ocasionado até mal-estar em algumas Igrejas e ministérios, pois já conseguiram fazer o que a Bíblia não nos autoriza, ou seja, que cada um exerça a sua função de acordo o ministério recebido pelo Senhor Jesus Cristo – Ef 4.11.

    Dizemos assim, porque há coisa fora de seu lugar, ou seja, existem excelentes evangelistas, quando pregam arrastam multidões. Mas, quando são colocados na função que Deus não lhes chamou se ver o desastre, ou melhor, se o pastor não tiver o cuidado ele entrega a chave da Igreja. E com relação ao pastor acontece a mesma coisa, ou seja, o pastor não pode ser ou exercer a função de evangelista se não foi chamado para a tal. É o que disse Paulo, “Cada um fique na vocação que foi chamado por Deus”.  Embora que, alguns em especial são e exercem as duas funções, pois conhecemos pessoas com tais prerrogativas.
    Portanto, jamais podemos confundir as coisas, ou melhor, lembrando que evangelista é uma “Função distinta” da do “Pastor”.

3- Como deve ser o comportamento de um evangelista
    Dentro dessa visão ministerial, há pessoas que ainda não aprenderam que cada coisa deve estar no seu devido lugar. Ora, um evangelista que não sabe o que deve fazer dentro de sua atribuição ministerial, na verdade nunca recebeu treinamento por parte do ministério. É tão grave a situação que dá até desgosto quando chegamos em alguns lugares, pois são obreiros despreparados em tudo, ou seja, que não sabem nem apresentar uma criança, ou receber um visitante.

    Então, dessa forma, sabendo de suas atribuições ministeriais, deve o evangelista deixar tais coisas para que o pastor o faça. Ou melhor, e se o pastor não estiver pedir lhe a devida orientação. Pois deixar que a Igreja passe por constrangimento a culpa é do ministério que não cuida bem de seus obreiros. Mas, existem algumas atenuantes neste aspecto, todavia, alguns ao serem consagrados ao ministério de evangelista, se acham “Igual ao Pastor”, ou melhor, já não querem ser submissos as ordens ministeriais. E quem disse que querem ser sujeitos a orientação do pastor, pois os tais se acham que são iguais e, portanto não podem se rebaixar hierarquicamente é um absurdo tal postura.

    Eis as razões porque discordo que o evangelista não pode ser chamado de pastor, pois são funções diferentes. É verdade que são rotulados de ministros, todavia participam de uma convenção Estadual e Nacional. Mas, jamais podem se achar que são hierarquicamente iguais em funções, ou melhor, o evangelista deve sempre se submeter a ordem pastoral, ou seja, isto varia de ministério de acordo com a administração Eclesiástica e Estatutária.

4-O Evangelista convencionado
    Existem neste Brasil muitos evangelistas que são convencionados, ou melhor, fazem parte de alguma convenção, seja Estadual ou Nacional. Mas, parecem que não, alguns desses evangelistas não são orientados a se manterem aptos a suas convenções. São totalmente leigos no que diz respeito a administração do ministério, é tanto que, alguns chegam em suas convenções e não sabem o que fazer e nem porque estão lá.
     Vou registrar um fato que ocorreu em São Paulo na convenção no Anhembi em 2007, quando me deparei com um evangelista que não sabia de nada e ainda me confidenciou que não sabia o que fazer na hora de votar. Ou seja, são o que disse um nobre pastor que a consagração de evangelistas é para contar números para servir de apoio a chapas concorrentes as eleições. Mas, que a maioria são pessoas simples que nem sequer sabem ler, outros não são preparados culturalmente e nem teologicamente. Outro fator preponderante na questão convencional é necessário que o ministério local exerça uma orientação aos evangelistas, ou melhor, orientando seus ministros a se comportarem com respeito e dignidade no ambiente convencional. Infelizmente já presenciei pastor chamando o seu companheiro com palavras que não vejo justo escrever aqui.
    Portanto, o bom comportamento faz parte de uma nação digna de respeito e que seus representantes o façam o mesmo. Pois um evangelista ou pastor que não têm compostura, e nem são éticos em seus comportamentos, são indignos de carregar em seus corpos a marca de Cristo. Destarte, infelizmente vejo com isto uma crise de valores, e a culpabilidade é do próprio ministério que não preparara bem seus obreiros para exercerem com dignidade a função ministerial. Ou seja, investir na carreira ministerial é coisa de quem pensa grande, ou melhor, alguns estão acomodados e acham porque são evangelistas ou pastores já podem deitar em berços esplendidos. Não, meus nobres companheiros, é preciso que haja uma reciclagem por nossa parte, ou melhor, há na Bíblia diversos exemplos crassos que devemos tomar à nossa vida, e assim, cumpriremos de forma cabal o ministério que recebemos do Senhor Jesus Cristo – II Tim 2.15.
   
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16 comentários:

  1. Parabéns, Boa Colocação, Também sou Pastor e Vejo Dessa Forma...

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  2. Grato pastor. É sou jovem e eu sei o chamado de Deus na minha vida, mas sou cooperador, e na minha igreja existe dois "EVANGELISTA", e em uma reunião dos obreiros eu disse exatamente o que o senhor disse nesse post, todos os abreiros incluindo o pastor presidente, arregalaram os olhos e é claro, foram contra a minha palavra, eu disse, vamos viver como a Bíblia nos ensina, sem falsidades e mentiras, mas hoje, graças a Deus que o pastor presidente começou a entender o que Deus que com nós. Boa palavra. Meu nome é Maykon Varzen Fernandes, sou da igreja evangélica assembleia de Deus ministério Barra do Riacho, sou cooperador, jovem solteiro, coordenador da mocidade, meu fane é 027-99801-8705 OBRIGADO.

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  3. O importante é ganhar as almas para Jesus..Muitas vezes acontecem que o evangelista conquista as almas com tanto sacrifício e o pastor não dá o devido tratamento e as põe para fora. O que tem de pastores despreparados por ai, que o evangelista dá banho de Bíblia.

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  4. oi boa tarde meu nome é eliana congrego em uma igreja aqui na bahia e meu dirigente é um evangelista mas ele quer que à consideremos um pastor só porque ele ja dirige há igreja há um bom tempo.Eu e minha irmã não concordamos em considera-lo pastor afinal ele foi ungido a evangelista e a biblia diz que obreiro fique na função em que foi chamado. eu estou errada nisto, ou estou em pecado por não repeita-lo como pastor mas só como um dirigente evangelista?desde já agradeço a compreensão se puder me responder.

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    1. A paz do Senhor, eu sou o Pr. Gleidson Araujo, se o evangelista estive com ação pastoral ele tem que ser respeitado e chamado como pastor porque está cuidando das ovelhas, agora se ele estivesse na função de evangelista no campo ai sim seria chamado de evangelista, o pastor presidente está testando ele para depois consagra ele a pastor local, se por a caso ele não for consagrado e foi retirado da ação pastoral aí ele volta a ser chamado a evangelista porque não está mas na função.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. A Paz do Senhor minha irmão. Aqui é o pastor José Roberto, autor do tema... Bem, entendi o seu ponto de vista, veja bem a "Função pastoral" da do Evangelista realmente são diferentes, pois a primeira é local. Enquanto a segunda, é aquela que visa alcançar as pessoas. Então, se o evangelista é colocado pelo ministério na função pastoral, ele é o pastor local ali... Porém, não pode se igualar na mesma função direta do ministério pastoral, ou melhor, ele não pode ser chamado de pastor no sentido ministerial, mas local pode porque estar exercendo a função... E a irmã não está cometendo nenhum pecado, se puder considerá-lo assim tudo estar de acordo a vontade de Deus.

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  5. davilaoliveira06@gmail.com

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  6. Muito top esse trabalho! Bom saber que ainda existem pessoas que se preocupam com o verdadeiro evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

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    1. ele continua a ser um evangelista, como ele esta a frente da igreja ele tem a unção pastoral e pode ser chamado de pastor. ate um presgitero ou diaquino ou um auxilia que estiver a frente ele pode ser chamado pastor da igreja. enbora ele fora da igreja continue com o cargo que foi ungido.

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  7. Eu sendo ungido a Evangelista posso exercer o cargo de pastor ao abrir uma igreja.Mesmo sem pastor presidente ou qualquer outra direção e dizer para todos que sou pastor. Sem nem um esquisito que mostre isso.

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  8. só digo que a luz da bíblia pastor e evangelista sao dons espirituais, e presbíteros (ofício de ministro do evangelho) sao para supervisionar os pastores em suas igrejas, o apostolo Joao era chamado de evangelista e presbítero aliás era assim que gostava de ser chamado.

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    1. ola pode me enviar qual o livro e versículo que diz que o apóstolo João gostava se ser chamado de Presbítero?

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  9. Parabens pelo texto, sou secretario da COMADEMI e sempre oriento aos obreiros que sejam submissos aos seus superiores e que ccada um exerca sua funcao como foi chamado.

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  10. Me fala em primeiro lugar onde na bíblia diz que o evangelista é submisso ao pastor?
    E nada de achismo!
    Outra coisa conheço diversos evangelistas que são bem mais intelectuais que muitos pastores, como por exemplo engenheiros, médicos físicos.
    Então essa historinha acima é balela, pois foram cinco os ministérios para um bom fundamento da igreja como esta em Ef.4.11, onde por ocasião determinaram que a figura pastoral é a mais importante e centralizando todos esses num só ministro, onde hoje o pastor de forma errônea é o mestre, o profeta, o evangelista e ainda não existem mais apóstolos.
    Dons!
    Não sabia que existia dons maiores e que Deus extinguiu ou até mesmo unificou numa mesma pessoa???
    Menos né...!!!

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