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terça-feira, 29 de maio de 2012

PRESBÍTERO E PASTOR SÃO OFÍCIOS IDENTICOS


I-INTRODUÇÃO. Há anos que servimos ao Senhor Deus, e pela pouca experiência e convivência no ministério constituído por Cristo, ainda assim, há fatos que nos deixam preocupado quando são tratadas “Doutrinas descabidas do ponto de vista da Bíblia”. Destarte, é a posição de alguns teólogos e pastores que são embriagados pelo poder e Status ministeriais.

  E a posição é tão ridícula que eles acham ou pensam que podem manipular o que está escrito na Bíblia, ou melhor, o que prevalece são suas posições. Pois bem, me confidenciou um determinado obreiro que, conhece alguns “Pastores amigos”. E que os mesmos são arrogantes e prepotentes com relação suas posições quanto a “Figura do Presbítero e a do Pastor”. Ora, posição esta que foge da lógica teológica, ou melhor, o erro não estar na Bíblia, e sim, nas denominações e principalmente “Assembleia de Deus”. Que por sua vez tem poucos pensadores e analistas para averiguar os conceitos preceituados pela Doutrina ortodoxa. 

 Não me venha dizer, ou afirmar, de posição denominacional, pois são fatos preponderantes nessa denominação. Lembrando que da qual faço parte, mas não sou obrigado a aceitar tais posições que na Bíblia não se confere. Ou melhor, respeitamos os denominados “Costumes denominacionais”, mas os tais não podem prevalecer acima do que a Bíblia diz. O erro se configurou desde o tempo passado quando não haviam “Teólogos Pensantes”, ou seja, era da forma de como se falavam e tudo estava bem. Então, se criou ou denegriu-se a “Figura Eclesiástica do Presbítero" de forma herética que por sua vez permanece até hoje.

  Escrevo tais pensamentos porque não posso aceitar aquilo que a Bíblia não diz... É inadmissível que uma denominação como é a Assembleia de Deus trate seus “Presbíteros” (homens de Deus) à margem da discriminação ministerial. Ressalto que, dizia o nosso Ilustre e saudoso Pastor Valdir Nunes Bícego: “Os Presbíteros de Atos dos Apóstolos eram pastores”. E o nosso nobre Pastor Dionísio Batista Dantas, também no seu Livro – O pastor e seu ministério (manual de Obreiro). “a-Se analisarmos bem os termos de Atos 20.28, vemos os “presbíteros” chamados por Paulo de Mileto e Êfeso (v.17), são chamados de “Bispos” constituídos com a finalidade de pastoreardes a Igreja de Deus, isto é, para serem “Pastores” da Igreja de Deus. E continua: “Há Igrejas na outra America onde presbítero é o pastor-presidente, o que condiz com o título de “superindententes”. A importância não está propriamente no título, mas na função. O termo pastor, na Igreja Metodista é inferior ao de bispo. Pág. 33 – O pastor e o seu ministério – Editora Geração Master – 2001.

I-A IMPORTÂNCIA DO CARGO DE PRESBÍTERO
  “É inegável que a função de presbítero é importante e sempre o foi, como podemos ver algumas passagens da palavra de Deus”.
            a-Trabalho de Paulo, e Barnabé (At 14.23).
            b-Conselho de Tiago, irmão do Senhor (Tg 5.14).
            c-Paulo faz a seguinte recomendação a Tito: (Tit 1.5 – v 7) (I Pd 5.1).
  Diante do exposto, o que leva pessoa a pensar e ter uma posição preconceituosa dentro do contexto ministerial. É um absurdo vermos tais coisas na casa de Deus, ou seja, onde algumas pessoas estão mais preocupadas nas posições eclesiásticas, ou na intenção de dizer quem é o maior, ou o melhor privilegiado. Mas, sabe por que isto ocorre, ou do porque disto? São pessoas que nunca se sentaram numa sala de aula, para aprenderem “BEM A PALAVRA DE DEUS”. E outras porque não estão “inseridas no contexto” de I Tim 3.1-6 “Neófito” que no original grego quer dizer “Inexperiente”, “não conhecedor”, “Novato”.
  Ora, o tal erro vem de longos anos, ou melhor, quando os pastores de saudosas memórias criaram essa posição que é um absurdo do ponto de vista Bíblico e Teológico. Certa feita me confidenciou um pastor que o saudoso pastor Alcebíades de Vasconcelos não consagrava “Presbítero”. Porque ele entendia que o “Presbítero” era Pastor na concepção do ofício ministerial. Destarte, o que é muito diferente dos dois ofícios ministerial, ou seja, a questão de se consagrar “Evangelistas e Pastores”. Ou melhor, são ministérios diferentes, o evangelista pela “Doutrina de Paulo” não é “pastor” – Ef 4.11-13. E de acordo a concepção do termo bucólico, (pastor, vem de pasto – que por sua vez tem a sua fundamentação na Antiga Aliança e depois na Nova Aliança). 

III-A DIFERENÇA ENTRE PASTOR, BISPO E PRESBÍTERO
     Reescrevo aqui as palavras do Pastor Dennis Allan: “No Novo Testamento, as palavras pastor, bispo e presbítero descrevem os mesmos homens (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-3; Tito 1:5-7). Eles servem em congregações locais, cuidando do rebanho de Deus.
   As várias palavras identificam os mesmos servos, mas cada palavra tem seu próprio significado. Essas variações de sentido ajudam para mostrar aspectos diferentes do trabalho dos homens que cuidam de uma congregação.
Pastor é uma palavra comum na Bíblia. Freqüentemente se refere aos pastores de ovelhas, pessoas responsáveis pelos rebanhos. Tais homens protegiam, guiavam e alimentavam as ovelhas. O Espírito Santo usou esta palavra várias vezes no Antigo Testamento num sentido figurativo, descrevendo guias espirituais. Deus é chamado de Pastor desde a época dos patriarcas (veja Gênesis 49:24-25). Salmo 23 descreve o Senhor como pastor do seu servo fiel. O autor, um pastor de ovelhas na sua juventude, descreve o carinho e a proteção de Deus para com seus seguidores. Moisés descreveu o homem escolhido para guiar o povo como pastor (Números 27:17). Infelizmente, nem todos os pastores são bons. Deus condenou fortemente os pastores egoístas que devoravam o rebanho de Israel (Ezequiel 34:1-10). No Novo Testamento, homens qualificados devem pastorear o rebanho, a congregação do Senhor (1 Timóteo 3:1-7; Atos 20:28-35; 1 Pedro 5:1-3).
Bispo vem da palavra grega episkopos, que quer dizer supervisor ou superintendente. Em 1 Pedro 2:25, se refere ao Senhor. Várias outras passagens usam essa palavra para descrever a responsabilidade de homens escolhidos para guiar os discípulos de Cristo no seu trabalho na igreja (veja Atos 20:28; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 3:2; Tito 1:7).
Presbítero (ancião em algumas versões da Bíblia) descreve alguém de idade mais avançada. A palavra é usada na Bíblia para identificar alguns dos líderes entre os judeus. No livro de Atos e nas epístolas, os homens que pastoreavam e supervisionavam as igrejas locais foram freqüentemente chamados de presbíteros (veja Atos 11:30; 14:23; 15:2,4,6,22,23; 16:4; 20:17; 21:18; 1 Timóteo 5:17,19; Tito 1:5; Tiago 5:14; 1 Pedro 5:1; 2 João 1; 3 João 1). São homens de idade suficiente que tenham filhos crentes. Necessariamente são alguns dos mais maduros dos cristãos na congregação. Usam seu conhecimento e experiência para servir como modelos e ensinar o povo de Deus. Pastores, bispos e presbíteros não são três ofícios diferentes, e sim três palavras que descrevem aspectos diferentes dos mesmos homens. Igrejas que procuram manter distinções entre pastores, bispos e presbíteros não somente fogem do padrão bíblico como também perdem a riqueza das palavras que o Espírito Santo usou para descrever os guias do povo de Deus”. Por Dennis Allan.
 
Destarte, vejamos o que nos afirma a “BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL” – Edição CPAD 1995  pág. 1814-1815 sobre O Dons Ministeriais para a Igreja:

   “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” – Ef 4.11.
   Não vou me ater em todos os pontos característicos do ministério, mas apenas dentro do que estamos tratando, ou melhor, a questão é, Pastores.
  “Pastores – Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “Presbíteros” (At. 20.17; Tit 1.5) e “Bispos” ou supervisores (I Tim 3.1; Tit 1.7).
  A Tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tit 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da Igreja local (I Ts 5.12; I Tim 3.1-5,), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tit 2.7-8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Heb 12.15;13.17; I Pe 5.2)”. Ora, diante dessa posição do comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal podemos afirma que há uma discrepância “Teológica” nas Assembleias de Deus. Ou melhor, alguns para diminuir a posição ministerial do presbitério dizem que o “cargo de Presbítero” é local, e o do “Pastor” na concepção da palavra não o é? Se a função ou “Ofício” é o mesmo, então, logo não tem de que se falar. Todavia, não podemos ir contra a posição Bíblica, ou melhor, o próprio comentarista da Bíblia de “Estudo Pentecostal – Edição CPAD” Dr. Donald C. Stamps afirma que o Presbítero é na concepção da palavra pastor. E com isto, refutando a “Heresia” criada pelos pastores arrogantes e prepotentes. Me desculpes os nobres “Evangelistas” os quais respeito suas posições ministerial que, na concepção da palavra, não são pastores. E analisando bem esse contexto é que, o próprio ministério quebra uma regra Bíblica, achando que está fazendo o certo, ou melhor, se não são pastores significa que hierarquicamente estão numa posição menor do que “O presbitério” pelo fato de que a expressão não coaduna do grego a mesma coisa, isto é, Pastor (Presbítero) são ofícios idênticos, e evangelista não. 
 
I Kefa (I Pedro 2.25) “Pastor” – no grego poimên. “Que cuida de vocês”. O Termo episkopos significa “aquele que supervisiona”, por isso, “supervisor, examinador”. O termo “Bispo” simplesmente translitera o grego. Nas denominações cristãs que os possuem, o trabalho dos bispos é supervisionar o trabalho dos pastores (presbíteros) das congregações locais. Mas no Novo Testamento, bispo, pastor e anciãos era usados mais ou menos intercambiavelmente; Veja I Tim 3.1. “Que cuida de vocês” é uma tradução literal, mas a forma hebraica de pensar, ou a forma de Kefa (Pedro) pensar, não separa as almas das pessoas; portanto, dizer que Yeshua (Jesus) vela por sua alma significa simplesmente dizer que ele vela por você”. – Ref. Comentário Judaico do Novo Testamento pág. 815 e 816 – Edição Templus (Editora Paulista Ltda. Editora Atos – 2008. Bibliografia: STERN, David H

  Portanto, mesmo que alguns procuram ou são arrogantes quanto ao que a Bíblia diz, precisavam fazer uma reciclagem ou ir aos bancos de uma Escola ou Faculdade de Teologia. Para não sair por ai falando o que não tem certeza, ou melhor, que queiram ou não, quem Dá “Pastores (Presbíteros) a Igreja é Deus. O homem chamado por Deus não se torna presbítero ou pastor no ato da consagração, e sim, porque já foi e é chamado e vocacionado por Cristo como dom à Igreja do Deus Vivo – Jr 3.15; Ef 4.11-13; I Pe 3.1-5).

Mesmo sabendo de tudo o que há expresso na Bíblia, é preciso que saibamos que diante de Deus todos somos “Servos”. Ou melhor, quem pensa ser ou se julga o maior e melhor porque possui uma posição de pastor, evangelista ou presbítero deve saber que lá no céu não tem lugar. Porque lá no céu “O Sumo-Pastor” O Grande já está por lá só esperando os que estão debaixo do julgo suave de Cristo. Em suma, todos somos servos, e Ele é o Senhor.
 
José Roberto de Melo
É Escritor, Bacharel em Teologia, Professor e estar se Graduando em Direito pela UNIP – Universidade Paulista.

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4 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo postado na internet. Espero que muitos "arrogantes" que se acham acima da Bíblia, leiam e aproveitem a oportunidade de crescer.
    Que Deus vos abençoe rica e abundantemente.
    ROBSON COLAÇO DE LUCENA
    CPBMA - 10427

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  2. Simplesmente o melhor artigo que li a respeito deste assunto! Parabéns! Muito bem elaborado!

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  3. Simplesmente o melhor artigo que li a respeito deste assunto! Parabéns! Muito bem elaborado!

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  4. Querido, muito bom o seu artigo, ressaltando que no período apostólico, o ofício de pastor não existia, mas sim, o de presbítero como o verdadeiro homem que pastoreava o rebanho de Deus. Em Ef 4. 11 aquele pastor ali não é ofício, mas dons que foi concedido aos homens que pastoreavam, isso é , os presbíteros.

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