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sábado, 7 de julho de 2012

HERESIAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS

  Certo companheiro me confidenciou sobre um fato que ocorreu e está ocorrendo dentro de algumas Assembleias de Deus. Ou melhor, fatos que antes não aconteciam dentro de nossas Igrejas. Ora, a nossa denominação sempre foi uma das Igrejas que sempre conservou a sã doutrina e os bons costumes. Destarte, porque será que coisas estranhas está ocorrendo sem que alguém se levante e acabe com tais fatos, pois será que vamos voltar as fábulas ou ficarmos assistindo sem fazermos nada?

  Há no nosso blog temas que escrevemos que visam justamente a precaução desses movimentos e comportamentos heréticos que ocorrem dentro de algumas Igrejas. Todavia, por que será que alguns pastores são enganados por supostos obreiros que mais querem se promover para sair por ai dizendo coisas ao povo e os tais pastores são os primeiros a aceitar. 

   Um cidadão porque possui um “Titulo” de pastor se acha no direito de chegar numa Igreja e falar que Jesus “Batizou as galinhas com o Espírito Santo”. Ora, isto é uma aberração e no mínimo blasfêmia, pois em nenhum lugar na Bíblia encontramos apoio para tal coisa. Se isso ocorresse em qualquer outro lugar talvez devêssemos ficar calados, mas dentro do Contexto assembleiano é inadmissível a tal heresia. Pergunto onde estão os pastores, ou o pastor responsável por esse cidadão que anda pregando a tal aberração, pois os tais são os responsáveis pelo comportamento de seus obreiros.

   Diante de tamanha coisa é preciso se ler mais a Bíblia, e a culpa disso são justamente esses pastores que não têm formação teológica, e que não alimentam bem a Igreja de Jesus Cristo. Pois digo que, se sou o pastou dessa Igreja, tinha tomado o microfone dele, ordenando-o que se sentasse ou saísse do púlpito. Destarte, púlpito de Igreja é lugar para se ministrar a Palavra de Deus e não se contar “heresias e contravenções teológicas”. Ou melhor, infelizmente o povo estar ouvindo tais aberrações sem ter o direito de contradizer os tais, ou seja, porque possuem o titulo de pastor são como se fossem semideuses.
  Ora, vejo que são contradições e heresias das mais absurdas, ou melhor, já vimos alguns com: Dente de ouro, cair no espírito, outros ungindo toalhas e mandando o povo engolir, etc. E agora surge no cenário nacional das assembleias de Deus alguém dizendo que “Jesus Batizou as Galinhas com espírito Santo e depois usou um galo para falar com ele”, é no mínimo uma blasfêmia e uma contradição Bíblica. 

  Não sou o dono da verdade, mas ainda acredito na Bíblia, e procuro conferir se realmente tem base as coisas que acontecem em volta de nós. Mas, a maior parte do povo de Deus são pessoas simples e humildes, outras que até poderia questionar os tais, mas não os fazem porque respeitam seus líderes espirituais.  Como já disse, alguns estão mais preocupados com pregadores que chegam em seus púlpitos com testemunhos dessa natureza, e iludem o povo a acreditar em tal falácia. É bem verdade que existem alguns dizendo que Deus “Usou a Jumenta para falar” com Balaão, e não vou julgar, Deus sabe de tudo.... mas talvez alguém pegou o referido exemplo para criar essa aberração, e supostamente ter o apoio com o exemplo de Balaão. Não vamos ser incoerentes quanto aos fatos supostamente inventados por pessoas que a meu ver não possuem maturidade espiritual e ministerial para sair dizendo tais aberrações. O caso de Balaão é um fato Bíblico, ou melhor, Deus usou uma jumenta para repreender um profeta que estava fora da direção de Deus, ou seja, a ocasião era aquela pela circunstâncias de fato por não existir outras pessoas. Pois acredito que se tivesse alguém ali, Deus não iria usar uma jumenta e sim um profeta para repreendê-lo. 

  Acreditamos no que a Bíblia diz, e longe estamos de querermos ser o dono da verdade, mas é preciso averiguar os fatos para não sermos enganados por “ventos de doutrinas” que não têm fundamentos Bíblicos. Destarte, é incrível tais coisas no contexto das Assembleias de Deus, pois uma Igreja que sempre preservou os bons costumes aferidos pela Bíblia, e vem alguém com coisas bizarro é no mínimo um desrespeito a nossa Igreja. E tais coisas servem mais para os escárnios de pessoas que ficam na Internet falando mal da Igreja e dos cristãos e chamando o povo do Senhor de desenformado, porque para se admitir tal coisa só mesmo os crentes. Para se comprovar isto vejamos abaixo:

“Pastor diz que Jesus batizou galinhas no espírito santo e Deus falou com ele através delas. Você acredita?
Em resumo, um pastor conta o testemunho em que ele queria suicidar e Deus falou com ele através de galinhas que foram batizadas no espírito santo. As galinhas ungindas falavam em linguas estranhas e um galo traduzia para o pastor o que a galinha divina falava”.

“KKKKKKKKKKK...acredito..Ôo SE acredito!
Esses"pastores" são uma comédia!O pior é que eles visam o povo mais humilde que, infelizmente, é cheio de crendices e superstições e por isso enchem os bolsos desses estelionatários da fé de dinheiro!!!!
“Eu sinceramente não acredito nesse pastor, no meu modo de pensar Deus não iria usar galinhas para falar com ele. Existem muitos falsos profetas por aí dizendo horrores, só para atrair as pessoas para suas igrejas. Esse homem que se diz ''pastor'' pra mim é mais um desses falsos que pregam por aí atrás de fama e dinheiro. Pensa bem, imagina se alguém iria aguentar ouvir um galo falando sem ao menos desmaiar de medo e susto...”

José Roberto de Melo – É Bacharel em Teologia, Professor de Teologia Sistemática, é Escritor e estar se Graduando em Direito pela Unip Universidade Paulista  – 2012.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

SEMINÁRIOS E FACULDADES DE TEOLOGIA RECONHECIDOS PELO MEC

   Trazemos aqui algumas informações no que diz respeito a fatos que têm trazido grande interesse daqueles que estão estudando em Escolas e faculdades de Teologia, e tem consciência que seus cursos são reconhecidos pelo MEC. Ora, diante de fatos dessa natureza, é preciso levar ao conhecimento de alguns que acompanham nosso blog que há poucas “Faculdades Evangélicas” com tais prerrogativas. 

   Porém, certa feita fazendo uma pesquisa sobre o assunto, descobrimos que o que há no mercado são verdadeiro “Estelionato” praticado por essas supostas faculdades e Seminários de Teologia (chamados de cursos Livres pelo MEC). Vejamos do porque os tais cometem estelionato, primeiro porque não são autorizados pelo MEC (UNIÃO) ensinar e expedir diplomas Universitários sem autorização é ilegal (Art. 171, caput do CP). Portanto, partindo de um pressuposto no que diz respeito às informações, vejamos uma pesquisa sobre o tema, abaixo:

   “Após 2 anos de andamento do curso de bacharelado em teologia, estando a faculdade ainda na condição de autorizado, novamente o MEC, na pessoa de seus representantes legais, virão ao local onde está funcionando esta Faculdade de Teologia, para verificar se todas as suas exigências estão sendo cumpridas à contento, e, caso isto ocorra, o curso terá então a liberação para que o diploma dos formandos, possam ter o RECONHECIMENTO DO MEC, o curso somente será RECONHECIDO PELO MEC, após todos estes trâmites.

   Cumpre informar ao leitor que muitas “Faculdades e Seminários Teológicos", podem estar veiculando junto aos meios de comunicação, que seus cursos são reconhecidos e que seus alunos terão diplomas reconhecidos pelo MEC. Será inverídica referida informação, se juntamente com a notícia do reconhecimento, não apresentarem os dados comprobatórios de tal reconhecimento, como número da Portaria do MEC e data da publicação do Ato no Diário Oficial da União”. Fonte (IBETEL). O CECRE da CGADB, no uso de suas atribuições, resolveu reconhecer a Faculdade Teológica IBETEL, em janeiro de 1999.
    Destarte, como pode um seminário de curso Livre de Teologia nas modalidades (Médio) se dizer que está credenciado pelo MEC, ou seja, se só a partir do “Bacharel” é que o MEC autoriza ou reconhece conforme suas exigências. No mínimo isto é uma falta de responsabilidade acompanhado com os interesses de se ganhar dinheiro com a desinformação da parte dos alunos. O que se configura como crime de Estelionato (Art. 171, Caput, do CP). A nossa informação a você é justamente trazer ao seu conhecimento para que não caia na lábia desses aproveitadores que ganham dinheiro mentindo, o que não é próprio de quem professa o Nome de Cristo Jesus. 

   “Fato é que quem se matricula hoje em um curso de teologia tem procurado qualidade e perspectivas. “O aluno quer tudo recheado com um diploma superior, reconhecido pelo MEC”, salienta o pastor presbiteriano Jorge Henrique Barro, diretor da Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina (PR). “Ele já vislumbra uma especialização, e alguns voam alto, pensando em mestrado e doutorado. Já aprenderam que estudar em uma escola não reconhecida é a morte prematura de um sonho, pois não sendo portadores de um diploma superior, seu curso será livre e ele não irá adiante no processo contínuo de sua formação. Esse é um problema que as escolas não reconhecidas terão de resolver”, diagnostica.

              “Precisamos da ingerência direta do MEC para alcançar a excelência?”, questiona, por sua vez, o pastor Neander Kraul, diretor do Seminário Teológico Betel, no Rio de Janeiro. Para ele, a oficialização da teologia ameaça o caráter essencialmente ministerial do pastorado. “Ao nivelarmos pura e simplesmente essa área de formação com as demais, passamos a admitir a teologia como campo profissional”, avalia o educador (ver debate em quadro). “O MEC não é empecilho para nenhuma instituição, a não ser para aquelas que levam a educação teológica com a barriga”, discorda Robinson Jacintho de Souza, gestor e coordenador acadêmico do seminário teológico Servo de Cristo. “Muitas instituições continuam como seminários e, mesmo oferecendo cursos livres, possuem e atendem ao rigor pedagógico-educacional”.

Mesmo assim, Jacintho defende que levar o ensino da teologia a sério, em termos profissionais, não significa perder de vista o que chama de razão da existência dos seminários teológicos: “Responder ao comissionamento de Cristo por meio da educação. Fruto disso, de uns poucos seminários e das faculdades teológicas reconhecidas, são os ministérios frutíferos de seus ex-alunos, que mostram que o ‘x’ da questão não está no MEC, mas em nós mesmos, como gestores desse processo”, conclui.
Sim e não
   Entre os entusiastas da oficialização, o professor Jorge Henrique Barro, avaliador para cursos de teologia do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), destaca-se por defender que quem ganha com o processo são os seminários, seus alunos e as igrejas. Já uma das vozes críticas mais representativas é a do pastor e professor Neander Kraul, diretor do prestigiado Seminário Teológico Betel, no Rio. Neste debate, cada um deles expõe seus argumentos:

               Qual sua opinião sobre o reconhecimento do curso de Teologia como de nível superior?

JORGE HENRIQUE BARRO – Esse processo traz muitos benefícios. A oficialização melhora as condições técnicas do curso, como o projeto pedagógico, o plano de desenvolvimento institucional, o nível do corpo docente, a biblioteca, o corpo técnico-administrativo e o próprio corpo discente. Uma escola que passa por esse teste certamente cresce e se desenvolve com mais consciência educacional. Passa a ser uma escola dirigida por gente mais preparada para inseri-la no contexto federativo de ensino.
NEANDER KRAUL – As evidências dão conta de que a Igreja praticamente nada ganhou com o reconhecimento, se o objetivo último dos seminários ao ofertar cursos de teologia for o de servir a Igreja. O curso de Teologia era tido como campo especificamente confessional, gozando de status diferenciado em relação às demais formações de nível superior. Ao nivelarmos pura e simplesmente essa área de formação com as demais, passamos a admitir a teologia como campo profissional e derrubamos nosso antigo discurso de que pastores não são profissionais. Além disso, todo conselho normatizador e fiscalizador de profissão representa os braços do Estado e da própria sociedade civil no controle de determinada ocupação.

            Existe o risco de ingerência do MEC, ou seja, do Estado, sobre assuntos religiosos?

BARRO – As pessoas ligadas à educação teológica precisam ser mais coerentes. O que se percebe é que os comentários sobre uma suposta ingerência do MEC revelam, por um lado, muita ignorância no assunto, por parte de gente que nunca leu os pareceres e portarias relativas ao ensino da teologia. E, em segundo lugar, trata-se de uma justificativa barata para não entrar nesse processo junto ao MEC. O Parecer 241/1999 garante o estabelecimento de composição curricular livre, levando em consideração suas tradições religiosas. Então, quem disse que uma escola reconhecida pelo MEC não pode ter uma ênfase ministerial? Nenhuma escola precisa ter medo da ingerência sobre seus currículos ou sua vocação.
KRAUL – Cresce, visivelmente, a ingerência do Estado no âmbito religioso. É óbvio que progressivamente o controle sobre a Igreja se adensará. Numa perspectiva espiritual, é fácil observar que todos os prognósticos de que a fé e a religião se esvaziariam na virada do século foram derrubados. Convivemos hoje num mundo sensorial com alta tecnologia, muita espiritualidade e muito misticismo. Neste contexto, parece que a ação diabólica é legitimar a religião na sociedade como um conjunto de valores que simplesmente ajuda o homem a viver.

                                       Qual o principal efeito desse processo de oficialização?

BARRO – Uma formação com mais qualidade. Ao reconhecer a área de teologia, o MEC a coloca no sistema nacional e federativo – a teologia sai da clandestinidade e passa a ser um curso com referência nacional.
KRAUL – A questão fundamental que levanto é de cunho ideológico, considerando nossa realidade histórica. Muitos argumentavam que a educação teológica brasileira precisava aprimorar-se. Concordo. O fulcro da questão, entretanto, é se precisamos da ingerência direta do MEC para alcançar esse objetivo.
Em busca da qualidade

Conheça algumas das escolas que já obtiveram o reconhecimento do MEC para seus cursos de teologia:
•    Escola Superior de Teologia – EST
•    Faculdade Batista de Minas Gerais – FBMG
•    Faculdade Batista do Rio de Janeiro – Fabat
•    Faculdade Batista Brasileira – FBB
•    Centro Universitário Metodista Bennett
•    Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil – Faceten
•    Faculdade de Teologia de Boa Vista – Fatebov
•    Faculdade de Teologia de São Paulo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
•    Faculdade de Teologia e Ciências Humanas – Fatech
•    Faculdade de Teologia Evangélica em Curitiba – Fatev
•    Faculdade Evangélica de São Paulo
•    Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia da CGADB – Faecad
•    Faculdade Evangélica de Teologia de Belo Horizonte – Fate BH
•    Faculdade Evangélica do Piauí – Faepi
•    Faculdade João Calvino – FJC
•    Faculdade Luterana de Teologia – FLT
•    Faculdade Metodista de Teologia e Ciências Humanas da Amazônia – Fateo
•    Faculdade Nazarena do Brasil – FNB
•    Faculdade Teológica Batista de São Paulo – FTBSP
•    Faculdade Teológica Batista do Paraná – FTBP
•    Faculdade Unida de Vitória
•    Faculdade Teológica Sul Americana – FTSA
•    Universidade Luterana do Brasil – Ulbra
•    Universidade Metodista de São Paulo – Umesp
•    Universidade Presbiteriana Mackenzie
•    Centro Universitário Adventista de São Paulo – Unasp
•    Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia – Salt

Fonte: Cristianismo Hoje;
http://noticias.gospelmais.com.br/curso-de-teologia-reconhecido-pelo-mec-gera-polemica-entre-os-cristaos.html

terça-feira, 3 de julho de 2012

A DIFERENÇA ENTRE O QUE SABE E O IGNORANTE

                                 Há uma célebre frase: “O conhecimento trás a liberdade”.
     Antes de nos determos no assunto que queremos expor, há uma verdade que gostaríamos de dizer, é que os ignorantes são mais propensos a permanecer como estão do que se libertar da ignorância. E isto não vem de agora, ou seja, a há anos atrás que as pessoas mais abastardas implantaram a cultura da “Ignorância”, destarte para manter os leigos na ignorância.

   Todavia, essa mentalidade mesquinha tem se alastrado mundo afora, pois manter os ignorantes dessa forma é o que interessava a eles. As vezes chego num lugar, e são apresentado algumas pessoas, e dentre elas há pessoas que não têm cultura, ou melhor, não possuem formação educacional. Por exemplo, isso se dá muito dentro do meio evangélico, e quando essas pessoas chegam, são tratadas de forma “aparentemente iguais aos demais”. Ou melhor, parece que não ter cultura é algo bom, e na verdade é onde entre as más intenções desses aproveitadores.

   Com isto não estamos depreciando quem não possui cultara, e sim, queremos explicar que desde os tempos passados que os reis, os papas, e todos aqueles que estavam no poder da Igreja Católica procuravam as pessoas ou cidadãos mais leigos que fossem para mantê-los debaixo de seus caprichos. Destarte, não é indecente a pessoa não ter educação (Cultura), e sim, imoral é alguém se aproveitar da ignorância dos fracos para manipular quem quer que for.

     É a questão de alguns líderes evangélicos, onde a gente poderíamos ter as melhores lições de vida, pelo contrário, estamos presenciando coisas que nos deixam envergonhados. E diante disso, os mais expertos, não estão cercados totalmente de pessoas cultas, ou melhor, pessoas com no mínimo um referencial de cultura Bíblica e secular, e sim, de leigos e ignorantes para então se manterem no poder e manipular o sistema. É tanto verdade o que estamos falando de forma escrita, que “Maquiavel” já criticava os poderosos da época com relação a manipulação que os barões, e nobres faziam para cometerem injustiças com os mais simples e humildes leigos.

    Se admitir isto na seara dos cristãos é um disparate, ou melhor, pregamos e ensinamos que “Jesus Cristo” liberta, mas se mantém as pessoas presas aos caprichos religiosos dalguns que não têm o devido respeito ao seu próximo. Todavia, isso não é cristianismo, e nem é evangelho, e sim, um sistema corrupto e desonesto com aqueles que são simples e vítimas de ingratidões desses líderes mentirosos e profanos.

  Mas, o que mudo? Com a critica vem a mudança? Ou vamos assistir de forma omissa tais comportamentos. Não, a minha posição é de quem tem o esclarecimento de Cristo, ou melhor, já fui liberto (Jo 8.30-36). Não posso ser refém de um sistema que não coaduna com o que significa o “Cristianismo”. Ora, se tem outra saída que me ensinem, por favor, pois a Igreja de Cristo está sofrendo muito com esse evangelho manipulador. De homens corruptos que usam a Bíblia como autoridade de seus discursos e não conseguem viver o que pregam e nem pregam o que vivem. 

   Cristo Jesus nos deu sabedoria para vivermos um cristianismo diferentemente desse que estamos vendo, ou seja, onde o que permanece são posições de homens que estão mais ávidos pelo poder, elogios e bajulações. Do que interessados de ver o bem-estar daqueles que estão palmilhando ao encontro de Deus. Ser sábio é ter a capacidade de pelos preâmbulos da Palavra de Cristo, não sermos presas fáceis desses manipuladores e dominadores que há entre o povo do Senhor Jesus Cristo. Meu caro leitor, mesmo que você não tenha ou tenha cultura (Secular – Educação) isto não diminui o seu valor diante de Deus, pelo contrário, os valores de Cristo são os mesmos para os sábios como aos leigos. 

    Encerrando aqui estas linhas, me lembro do que Paulo nos ensinou dizendo ao grupo de cristão: “Eu sei em que tenho crido”, ou melhor, Paulo tinha e sabia das razões pelas quais ele não abriu mão de suas convicções. Ou seja, não se deixou levar por sistemas religiosos, onde a Palavra de um pastor ou qualquer líder religioso está acima das nossas convicções, é um absurdo e um abuso de poder. Destarte, ser submissos como servos de Cristo é importantes, mas nos submetermos a posições autoritárias dentro da Igreja é no mínimo suspeito tal comportamento – Rom 13.1-5.

José Roberto de Melo – É Bacharel em Teologia, Professor de Teologia Sistemática, é Escritor e estar se Graduando em Direito pela Unip Universidade Paulista  – 2012.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

PASTORES E A SINDROME DO GALO


INTRODUÇÃO. Certa feita estava fazendo uma pesquisa e para minha surpresa me deparei com um artigo que mim chamou a atenção. E comecei a analisar o ponto de vista de seu autor, ou melhor, daquela mensagem escrita, e, cheguei a conclusão de que realmente são verdades incontestáveis. No que tange a questão, “Pastores e a síndrome do Galo”, são posições que infelizmente alguns têm se colocado acima de tudo e todos. E com isso, demonstram uma arrogância sem precedente porque possuem o cargo de líderes, e por consequências de suas atitudes terminam afastando os melhores amigos e obreiros de seus convívios sociais e irmãos em Cristo Jesus.

I-O QUE SIGNIFICA A SÍNDROME DO GALO?
   A grande verdade nesta resposta é que o “Galo Pensa que o Sol só nasce porque ele canta”.
  Não são poucos pastores que infelizmente vivem a síndrome do Galo. Julgam-se autossuficientes perante a Igreja, pois acham os tais que a Igreja só é abençoada se eles estiverem na frente, seja pregando ou ensinando. Conhecemos alguns que até cancelam trabalhos na Igreja e criam outros tipos de reuniões só para pregar e ensinar.  

   Embora defendemos que pelo fato de o pastor ser o “Guia” espiritual do povo de Deus, em parte se entende que o povo precisa ouvi-lo. Desde que o mesmo tenha as prerrogativas de um mestre, ou melhor, não podemos admitir que um cidadão que se diz pastor não preencha tais prerrogativas. Ou melhor, pastor que nem sequer conhece a Bíblia é lamentável, ou seja, como terá de alimentar a Igreja.

   Precisamos de homens envolvidos com a Palavra e na Palavra de Deus e cheios do Espírito Santo, pois só dessa forma teremos como “Edificar Cristãos” para terem uma vida de vitória diante de Deus. Destarte, fomos chamados por Cristo para isso, ou seja, a Igreja não precisa de pastores que se acham autossuficientes, e sim, devidamente comprometidos com a causa do Grande Mestre, Jesus Cristo, o Filho de Deus por Excelência – Ef 4.11-13.

  Todavia, imaginemos se o “Sol” se curvasse diante do “Galo”, ou melhor, talvez nunca tivéssemos “Dia”, pois é mesmo assim que alguns vivem. Eles esquecem de que na sua frente Existe UM DEUS, que Sabe Tudo, e Pode TUDO. E que simplesmente dependemos única e exclusivamente Dele (Cristo) – Jo 15.5;  Jô 42.2. Ah! Por que ainda existem pessoas ou obreiros com tais mentalidades, pensam que são autossuficientes e que terminam externando de forma geral que não dependem de seus cooperadores e obreiros auxiliares.

   Mas, para que fiquemos conscientes dessas verdades, a Bíblia não nos deixa calados diante disso. Ora, no segundo livro da Bíblia (Torá) Êxodo, há um fato que ocorreu com Moisés, ou melhor, o Legislador do povo de Deus. Sábio, forte em Palavras, acreditado diante de Deus e de seu povo, manso, mas homem falho como os demais. A Bíblia nos afirma que certo dia Moíses reuniu a “Congregação de Israel”, e desde amanhã até a tarde falava ao povo. Ora, diante disso havia outros que pudessem auxilia-lo no que tange a administração do povo. Então, de onde ninguém esperava, Moisés fora orientado por seu “Sogro” (Jetro) o qual lhe repreendeu aconselhando-o para que constituíssem homens capazes para estarem diante do povo, ou melhor, repartindo em todas as tarefas. Se caso houvesse problemas mais difíceis, trariam as suas mãos. 

   Então, diante disso temos analisado que há uma crise de inter-relacionamento porque alguns pastores não aprenderam que eles são limitados, e que, dependem também da cooperação e ajuda dos demais. Destarte, um pastor que não para a ouvir um obreiro, como descobrirá ou conhecerá os obreiros que trabalham consigo? Certa feita estava visitando o nordeste, e fui à Igreja sede em Maceió – AL, onde tive o prazer de ministrar uma Palavra de Deus com a anuência do “Nosso Nobre Pastor José dos Santos – Presidente da Convenção Alagoana”. E naquele momento pude ouvir o pastor falar para a Igreja que “O Grande Problema de muitos Pregadoes (Pastores)” é não pararem para ouvir outros. E quando isto ocorre logo há a síndrome do “Galo” que pensa que o Sol só nasce porque ele canta. Ou melhor, existem pastores que pensam que a Igreja só anda se eles tiverem na frente, ou seja, há alguns que só falta morrer de cansados porque nunca tiram férias com a família para descansarem. Tudo porque não confiam em seus obreiros e estão convencidos que são insubstituíveis, ou melhor, estão embriagados pela “Síndrome do Galo”. 

   Destarte, existem muitos pastores com visão totalmente diferente, pelo contrário, têm visão de “Águia ou enxergam longe” e são bem sucedidos em seus ministérios porque aprenderam a depender de Deus e reconhecem os seus obreiros aptos para lhes substituírem como assim achar por bem.

  Neste ano de 2012 estive pregando no Mato Grosso do Sul, e ao chegar naquela cidade o pastor buscou - me e nos tratou de forma brilhante. Ou melhor, vi naquele homem de Deus muitas qualidades maravilhosas, ou seja, humilde, comunicativo, solidário, sua família como a esposa e filhos excelentes pessoas. Mas, o que me chamou a atenção foi a forma de como o pastor trata seus obreiros e companheiros. É tanto que, fiquei surpreso como a Rainha de Sabá quando chegou ao reinado de Salomão, quando disse ela que viu muito mais do ouviu alguém contar. O que quero dizer com isto é que, todos líderes que sabem e tratam bem o povo adquirem para si o respeito, porque o povo não o ver com a “Síndrome do Galo”. É tanto que, pregamos no domingo num culto maravilhoso, onde Deus manifestou a sua presença. E por fim, o mesmo convocou a Igreja para estar na terça-feira, pois me escalou para ministrarmos um estudo para o povo do Senhor. 

  O Mestre Paulo disse: “Quem pensa ser alguma coisa, e não sendo nada, engana-se a si mesmo”. Meu caro leitor, por mais capacidade que temos, nunca devemos nos julgar superiores aos demais, pois desta forma é preciso que saibamos que existem pessoas que conhecem mais do que nós... e Deus usa a todos, e principalmente aqueles que aprenderam a depender DELE (CRISTO). Deus nos guarde da “Síndrome do Galo”. Cristo é o que tem que aparecer, destarte é o SOL DIVINO DA JUSTIÇA!! Aleluia.

José Roberto de Melo

É Escritor, Bacharel em Teologia, Professor e estar se Graduando em Direito pela UNIP – Universidade Paulista.

É proibida a reprodução desses escritos sem a devida autorização do autor, salvo pequenos trechos, e com a citação da fonte – Direitos autorais Lei 9.610/98 (Art. 184 do Código Penal).


sábado, 16 de junho de 2012

PREGAÇÃO OU MARKETING EVANGÉLICO


    Ao ligarmos a TV somos bombeados com programas que se rotulam de “Evangélicos”, e sem contar com a manipulação daqueles que se dizem líderes. Embora que, devemos ser justos no que somos obrigados, ou melhor, há sim alguns com verdades e estão realmente difundindo a pregação do Evangelho.

    Mas, a maior parte desses programas não estão comprometidos com as verdades de Cristo. Ou melhor, não estão difundindo o sentido real desses programas, e sim, se falam de tudo, ou seja, de marketing de vendas de Livros, CDs, roupas, Bíblias para qualquer tipo de gosto, etc.

    Ora, já fizeram do Evangelho de Cristo um mercantilismo do mais baixo possível, porque se deixa de falar e ensinar as verdades da Bíblia para simplesmente massagear o ego de cristãos que nunca sequer foram a Igreja. Digo que, isto não é evangelho, e sim, inverdades mascaradas com aquilo que parece ser e não é.

    Destarte, há por trás disso muitos interesses, pois ninguém se sujeito a “Pagar horas a fios de programas” – ou gastar milhões de reais se não tivesse a certeza de lucros financeiros. Por isto digo que, não existe nenhum benefício quando se foge da lógica do evangelho, ou melhor, é claro que para se ter um programa ou espaço na mídia tem que haver investimentos. Mas, investir tirando do povo ou obrigando-o a dá é no mínimo irresponsável tal postura. Data vênia é preciso que saibamos diferenciar os tipos de programas, ou se são responsáveis em prestar contar a Igreja. O que a nosso ver seria mais preciso, ou melhor, a Igreja de forma administrativa coordenar e administrar tais feitos. Mas, como ser ver, onde ninguém presta contas do que arrecadam é no mínimo desonesta a tal atitude que alguns líderes e apresentadores desses programas fazem.

     E por fim, praticam o crime de “Estelionato” (Art. 171, Caput. Do CP). Ou melhor, pedem ou obrigam o povo a doar para tal finalidade, e é o que eles acreditam. Mas, sabemos que são desviados para proveito próprio milhares e milhões de reais, ou que se configura como crime de estelionato (engano).
   Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

   Ressaltamos aqui que existem muitos programas sérios, com a visão do reino de Deus, e que estão devidamente comprometidos com a Igreja. E seria uma injustiça se não excluíssemos os tais desses outros que mais estão praticando crime de estelionato prejudicando os neófitos na fé. Não podemos como servos de Cristo aceitar de forma passiva tal postura daqueles que estão ou acharam uma forma fácil de ganhar dinheiro de forma desonesta.

   Penso que, se servimos a Deus e temos a certeza de que a obra de Cristo precisa de recursos, é justo e Bíblico que contribuamos. Pois a “A Bíblia diz “quem dá com alegria” do Senhor tem o seu agrado. E não usar a ingenuidade do povo para ficarem ricos ou milionários. Não podemos citar nome de programas, mas existem alguns que não têm conteúdo nenhum, e não trazem benefício a comunidade cristão. E por que as pessoas são incitadas a contribuir, ou melhor, “Ninguém é obrigado dá o que não tem”, ou para manter supostos programas televisivos que nada trazem de benefícios a Igreja de Cristo.   

   Destarte, a nossa crítica aqui não é geral, e sim, uma exceção, porém, com agravo de que é inadmissível o povo de Deus assistir tudo sem se manifestar. Vamos contribuir com programas sérios e honestos, e que, se tenha a coragem de prestar contas perante a Igreja de tudo o que se arrecada. Com certeza o povo do Senhor no Brasil e no mundo será beneficiado com tal feito, seja Cristo Glorificado em tudo – Evangelho mercantilista não.

É Escritor, Bacharel em Teologia, Professor e estar se Graduando em Direito pela UNIP – Universidade Paulista.

É proibida a reprodução desses escritos sem a devida autorização do autor, salvo pequenos trechos, e com a citação da fonte – Direitos autorais Lei 9.610/98 (Art. 184 do Código Penal).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

LUTERO E AS 95 TESES - A REFORMA PROTESTANTE

  No limiar dos anos de 1517 houve no mundo um dos fatos mais contundentes na história da humanidade. Ou melhor, história essa que trouxe uma visão maior do significa do “Reino de Deus” entre os homens.
   Destarte, a Igreja (Kata = Juntos + Hollos = Todos) “Católica”, ou melhor, termos do latim (que significa Universal). Que tanto dominava a instituição Universal Criado por Cristo, agora vivia uma condição lamentável diante de seus fiéis. Porém, com a pré-reforma tudo começou a andar para uma grande reforma que trouxe a realidade do Cristianismo e quebrasse os paradigmas controversos de uma instituição fadada ao fracasso e marasmo espiritual.
  Não obstante os problemas e lutas que Lutero enfrentou, mas não foi covarde a uma Instituição que se dizia representante de Deus na terra. Porém, com formulas humanas impostas aos neófitos e leigos cristãos que viviam sob o manto de doutrinas anti-teológicas e cheias de regras e dogmas humanos. Que serviam mais para infligir às pessoas do que conduzi-las a Deus.
  Ora, quando lemos a Biografia desse Ilustre homem de Deus, vemos que realmente Cristo tem compromisso com quem é verdadeiro. E foi dessa forma que o Dr. Martinho Lutero impôs seus pontos de vistas numa visão espiritual do que era o Reino dos céus. E a inda assim, enfrentou o poder e os demônios da terra para provar seus argumentos e convicções de fé. Denunciando o sistema nefasto e negro de uma Instituição que se dizia representante do reino de Deus na terra, todavia, envolvida nos escândalos sem precedentes. Mas, mesmo assim, não hesitou, foi fiel a Deus e ao seu chamado, e fundamentou as 95 teses que foram afixadas na porta da Catedral em 31 de outubro de 1517 (Wittemberg – Alemanha).
  Na minha visão e naquilo que acredito na Bíblia, ou melhor, no que posso me inteirar, é preciso rever novos conceitos. Ou melhor, pois como vemos, estamos indo de mal a pior com esse novo sistema de Igreja e ministério. Parece que não, mas já estão dizendo ao mal (bom) e ao bem (ruim), ou seja, se aceitando tudo o que o mundo queira nos impor como regras e condutas. É claro que não existem em parte homens como Martinho Lutero, que renunciou tudo, e inclusive o poder da Igreja para desmascará um sistema corrupto na sociedade cristã da época.
   Mas, mostrou a sua audácia diante de Deus, e não se comprou por aqueles que queriam manter o sistema sem que fossem questionados filosoficamente e teologicamente. Às vezes fico pensando que, ainda assim, nos dias de hoje o sistema mudou em parte, mas a sua aplicabilidade mudou como muda o cameleão. Todavia, hoje não há compra de indulgência, e nem que seja preciso alguém jogar no fundo do pote uma moeda, para que a “alma” seja conduzida a Deus. Infelizmente só mudou a formula, mas a conduta é a mesma, ou melhor, as coisas são tão tremendas que sabemos de fatos onde alguém tem que dá o que não tem para receber uma “bênção de Cristo”. Como disse, precisamos rever nossos conceitos diante de Deus e de sua Palavra para não sermos enganados por esses pseudos-líderes religiosos que não têm nada para nos dá, se não Deus por meio de Cristo Jesus.
   Talvez devêssemos entender que, ainda existem homens como Dr. Martinho Lutero, ou melhor, que têm coragem de enfrentar o sistema e desmascará todos aqueles que usurpam o poder da Igreja. E com isto se mantém no sistema para agariar fortunas e Status na sociedade, porém, com o espírito da corrupção. Destarte, ser cristão de verdade é ser como Cristo, é andar como Ele andou, e praticar o que Ele praticou, o contrário disso é irrelevante para quem quer entrar nos céus de Glória – Heb 12. 14.
  Não acreditamos que Deus estar abençoando uma pessoa ou sistema humano se não existe verdade. Pois, se assim fosse, seria um disparate o que nos afirma a Bíblia, pois como Ele (Cristo) andou assim devemos andar. Ou melhor, sem mentira, enganação, arrogância, soberba, e toda a sorte de corrupção que existem entre as religiões, Igrejas e ministérios. Portanto, vejamos das 95 teses apenas 24 que marcaram a história da Igreja:
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1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como se referindo ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese
Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.
10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese
Outrora canonicae poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese
Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas". 




José Roberto de Melo é Bacharel em Teologia, Escritor, Professor de Teologia Sistemática, e Graduando em Direito pela UNIP – Universidade Paulista.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

DIA DO PASTOR


  Ao dá uma analisada no facebook, vi algumas dedicatórias ao dia do “Pastor”. Boa iniciativa por parte daqueles que reconhecem a figura do pastor como algo de grande relevância à sua vida. 

 Mas, no tocante as comemorações por esse dia que ocorreu em 10/06/2012, mesmo assim, podemos louvar a Deus porque foi o Senhor que “Deu Uns à Igreja” para serem pastores – Ef 4.11-13. Todavia, chamo a atenção daqueles que acompanham o nosso blog para uma coisa que é fato comprovado no contexto da Igreja. Ou seja, é justamente o modismo que acontece, quando muitos se fizeram de pastores quando na verdade nem sequer sabem o que significa tal função. 

 Pastor não é fabricado num seminário de Teologia, ou melhor, embora que devêssemos entender que o pastor deve sim se preparar para exercer com desenvoltura o ministério que recebeu de Deus. Todavia, hoje em dia há muitos se dizendo que são pastores, ou melhor, pessoas com vida que é um péssimo exemplo para a Igreja e a sociedade. Outros são trapaceiros no que falam e fazem, sabemos de caso de alguns que vão pregar nos grandes congressos pelo Brasil. E logo sabemos as notícias de que se comportaram de forma inadequada. A esses que têm o “Titulo” e não “A Função”, não posso lhes dá os parabéns. 

  Porém, a Bíblia nos diz tudo sobre a posição ministerial de um pastor, ou melhor, casado, marido de uma só mulher, e que seja o exemplo dos fieís – I Tim 3.1-2. Ou melhor, ser pastor não é o mesmo que “Ter” o Título e não ser – Heb 5.4. Ser pastor é receber de Deus e por Deus uma chamada especial que saiba compreender o cerne do ministério a ele confiado pelo Senhor. Pastor, não é por partidarismo, ou amizade, não, e sim por vocação e chamada de Deus – Jr 3.15.

 E o verdadeiro homem de Deus chamado e vocacionado ele tem e põe o coração na Obra da qual foi designado pelo Senhor. Infelizmente, hoje se consagram pastores por causas políticas, e não por vocação ministerial. Destarte, meus parabéns para aqueles pastores que receberam de Cristo a divina chamada, e que, carregam consigo o estigma da vocação. 

 Aos nobres pastores homens de Deus, meus parabéns porque dentre os milhares que existem, “Deus aprouve” escolhê-los para exercer uma das maiores funções ou ofícios das mãos do Senhor. Seja sempre aquilo que Deus exige aos chamados, tratem o povo como nunca sendo a vossa propriedade, nunca se embriaguem com o poder eclesiástico, sejam mestres, sabendo que por causa das ovelhas (almas) darão ou prestarão contas a Deus por todas – Heb 13.17.

José Roberto de Melo é Bacharel em Teologia, Escritor, Professor de Teologia Sistemática, e Graduando em Direito pela UNIP – Universidade Paulista.