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domingo, 14 de outubro de 2012

HERMENÊUTICA E A FORMA DE SE ENTENDER OS ESCRITOS



    Não são poucas pessoas que leem textos literários, como romances, etc, e não conseguir interagir porque sentem dificuldades em entender os textos escritos. Todavia, não temos espaços para nos aprofundar na questão, mas apenas queremos lembrá-los que para se entender textos, é preciso se fazer um exercício profundo da leitura. Ou melhor, pelo menos ter o conhecimento da ciência da interpretação literária, a hermenêutica é essa ciência que leva-nos a contextualização do entendimento a compreensão do texto.

-Por que não se entendem o texto
1-Porque há a falta de leitura, ou seja, quando não se ler não se tem conhecimento aprofundado dos fatos, e por isso há dificuldade em se entender determinados textos escritos.
2-Porque se interpretam errado o que se ouve, ou melhor, já que a hermenêutica tem por fundamento levar a compreensão daquilo que ler e se ouve, significa que nada pode ter ou ser interpretado sem a lógica de uma compreensão textual e literária e isso significa que quando não se ouve bem se interpreta mal.
3-Porque quando não há uma convergência lógica do texto, ou quando não se entende o que o autor “Quis ou quer dizer” os fatos intrínsecos tendem a ficar sem uma compreensão. Então daí, é preciso se contextualizar o que se escreve e ler para que o texto seja compreendido.

-A Hermenêutica dentro da lógica da Interpretação
       Sendo uma ciência que visa levar à compreensão lógica dos textos, ou que traga a compreensão a luz da lógica interpretativa, a hermenêutica tem um papel de que sem a compreensão do que se ler é inútil seu fundamento interpretativo. Portanto, quando é que estamos sendo compreendidos, é justamente quando alguém diz que compreendeu o que leu. E essa análise visa trazer dentro do contexto interpretativo a forma de como o texto fora escrito. Destarte, é bem verdade que, um texto compreendido é em suma, aquilo que se entende, ou seja, essa é a lógica da hermenêutica. Estou falando do “Texto e do Contexto”, ou melhor, o que se configura aquilo que é de “Imediato” como:
a)-A Introdução: ou melhor, aquilo que se leva para dentro do assunto em análise, ou quando alguém ler um texto à sua compreensão não o ler do meio para o final, e sim, pela lógica literária começa-se pelo “In” (dentro).
b)-No Contexto: Além das primícias literárias se “Entra” na contextualização da lógica. Ou melhor, daquilo que expressa o autor desde o começo, meio e fim do texto escrito.
c)-A Compreensão do texto: Depende de como o autor expressa aos seus leitores, é tanto verdade isso que, alguns se sente mais a vontade por determinadas obras literárias. Mas, isso não vem ao caso mais fundamental à lógica da compreensão, e sim, que todos ao lermos um texto que entendamos o que quis o autor nos dizer na sua transmissão.
d)-O Texto deve ser compreendido: É uma lógica aprazível quando daquilo que escrevemos, ou melhor, todo texto deve ser compreendido de acordo com a lógica hermenêutica. Ora, como as letras são conjuntos silábicos significa que além do “som” que emitem, devem em si produzir a essência à compreensão. 

-A Hermenêutica pode levar à compreensão
     É praxe quando alguém ouve - nos, mas não conseguem compreender o que estamos dizendo. Ora, isso ocorre quase todos os dias, ou seja, dizemos ou afirmamos algo, e alguns logo interpretam errado o que ouviram, e saem fazendo juízo do caso. Destarte, isso se configura algo repugnante do ponto de vista da lógica da compreensão.
     Vemos algo semelhante quando diz a Bíblia que certo homem, vinha lendo certo texto, e não sabia de quem falava o autor. Ou seja, talvez se soubesse das circunstâncias, tinha uma linha de compreensão, mas era leigo dos assuntos e da vivência pelos compatriotas. Destarte, Deus permitiu que Felipe que por sua vez fazia parte do contexto da época, soubesse dos fatos propostos. E pela lógica da compreensão explicou o texto de quem se tratava o mesmo, ou melhor, dizendo que o fato histórico fala de Jesus Cristo o “Cordeiro de Deus que foi levado para o sacrifício”, e de quem tratava ou escrevera o profeta Isaias.

-A Bíblia não pode ser compreendida sem a lógica da Hermenêutica
     Incorre em erros crassos todos que sem compreender a lógica da Hermenêutica, pensam que podem entender a Bíblia ou textos Bíblicos sem a ajuda da mesma. Portanto, Deus não nos permitiu a sua Palavra e que façamos dela formulas a nos esquivarmos de nossas responsabilidades, e sim, tudo quanto fora escrito foi para a nossa compreensão, edificação, e crescimento espiritual. 

       Não podemos fazer da Bíblia um manual de particular interpretação. Infelizmente há cristãos que ao se apoderarem da Bíblia se acham no direito de dizer o que ela nunca nos permitiu dizer. E isso se configura quando dela fazemos uma má interpretação, ou seja, quando fugimos da lógica hermenêutica. Penso que qualquer texto dentro de sua particularidade não pode haver intenção particular, ou melhor, desde que obedeçamos à lógica do autor. Então, da mesma forma encontramos isso na Bíblia, ou melhor, ela não é qualquer livro, e é a inerrante Palavra de Deus. Por isso deve ser obedecida a lógica da interpretação da hermenêutica sagrada.

    Há anos que estudamos esse tema em evidência, e vemos que a deficiência muito grande no contexto evangélico. Ou melhor, quando pessoas leigas usam a Bíblia para se eximirem de qualquer preocupação, ou de que devem ser assim mesmo de acordo com suas pretensões interpretativas. Ou melhor, recorremos aos textos que ora, são importantes na sua contextualização. Destarte, a Bíblia nunca foi e nem será um instrumento de “Particular Interpretação”, o contrário disso, já há caos religiosos imagine se houvesse apoio. O evangelho não teria sentido, e nem compreenderíamos a intenção de Deus com relação a humanidade.

     Aquela ideia de que qualquer um pode entender de forma particular, é coisa de pessoas egoísticas, pois Deus não nos autorizou que nos comportemos assim. Ressaltamos que, “Tudo o que foi escrito, foi para o nosso conhecimento...”, ou melhor, mas dentro de uma lógica teológica Bíblica, ou seja, nem tudo o que está escrito deve ser entendido no sentido literal. Por exemplo, o que Deus determinou a Israel, não foi e nem será para a Igreja no contexto atual, e nem tudo o que foi dirigido a uma nação, povo, tribo, individuo deve ser compreendido num todo. Portanto, segue se a lógica dos fatos interpretativos, como: “O que; Para que; Por que; A quem; Quando; e Como”.

    Seguindo estas lógicas, é claro que teremos uma visão interpretativa mais precisa, ou seja, descobriremos que determinados episódios não estão relacionados no contexto atual. E que foram fatos verídicos que tiveram seus registros para a compreensão de futuras gerações, ou seja, uma forma determinada por Deus de se comunicar com os povos, e de como Ele se revelou por meio de sua Palavra. 

     Portanto, seguindo a ideia teológica da hermenêutica, mesmo assim, não podemos desacreditar daquilo que Deus quis nos comunicar, destarte, é preciso que saibamos diferenciar tudo, mas nunca perdendo a essência daquilo que nos fora revelado. 

      Lembrando que, “Tudo quanto foi escrito, foi para que tenhamos esperança...”, e que “Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos falaram inspirados pelo Espírito Santo”- II Pe 1.20-21. (Ref. II Tim 3.16-17; Heb 1.1).

Por José Roberto de Melo – Bacharel em Teologia, Professor, Escritor, e Graduando em Direito.

sábado, 22 de setembro de 2012

A BÍBLIA E O RELATIVISMO TEOLÓGICO


  “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” – II Pe 1.20-21.
   No decurso dos tempos têm havidos alguns pensamentos contrários ao que diz a Palavra de Deus, ou seja, alguns querendo impor aos cristãos conservadores que a visão de que a Bíblia é Palavra de Deus é retrógada. E são por meio desses pensamentos que existem pessoas com opinião contrária ao que antes acreditavam. Mas será que há consenso nisso, ou haveremos de nos curvar diante de fatos que não têm consistência.

 Então, diante disso como averiguar cada fato sem nos comprometermos com aquilo que aparentemente pode ser falso antes a uma teologia ortodoxa. Ora, podemos pesquisar que logo chegaremos a conclusões precisas de pensamentos contrários a credibilidade da Bíblia como a Inerrante Palavra de Deus. Destarte, há alguns que estão tão embriagados com o conhecimento que revelam ar de sabedores dos fatos e mais ninguém, ou melhor, são os chamados “Judeus” radicais ou legalistas das verdades de Deus.

 Todavia, diante de tudo isso, mesmo assim, haveremos de nos portar dignos de que acreditamos que Bíblia é a Palavra de Deus, mas que ela também contém a Palavra de Deus sem qualquer discriminação. Tais pensamentos são justamente contrários ao que afirmam os teólogos avessos, ou comprometidos com aquilo que não provém de uma teologia ortodoxa.

 Sendo que tudo o que conhecemos da Bíblia e pela Bíblia, tudo provém de si mesma. Ou melhor, já escrevemos que a Bíblia não precisa de que façamos sua defesa, pelo contrário, ela mesma se defende por si só. Todavia, é óbvio que haja uma averiguação dos fatos Bíblicos com uma análise sem comprometer os fatos, pois na Bíblia não encontramos “Suposições e nem Achismo”.  A grande questão é, se a Bíblia é a Inerrante Palavra de Deus, porque encontramos alguns erros de concordância, e relatos históricos? 

   Mesmo que haja erros humanos como alguns já disseram, então, está provado que o homem realmente é falho, mas a “Essência da Palavra de Deus” como verdadeira e Inerrante estar na intenção Divina, ou melhor, de expressar suas verdades aos homens. Destarte, eis a questão discutida pelos teólogos liberais, ou seja, em fazer com que a Bíblia perca a sua credibilidade.

  Ora, é natural que haja fatos semelhantes no contexto da Bíblia, pois ela fora escrita por homens, ou seja, pessoas que eram cheias de defeitos e falhas. Se disséssemos que não poderia haver erro neste aspecto, então, a Bíblia não foi escrita por homens e sim por seres espirituais. É bem verdade que ela foi escrita pelos homens, mas todos estavam sob o comando do Espírito Santo, portanto, ela não somente contém, mas é verdadeiramente a Palavra verbalizada por Deus aos homens.

   Teólogos há que já estão falando e escrevendo de que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas tais argumentos não estão acima do que realmente é próprio de quem preserva os conceitos favoráveis a afirmação. Penso que, qual o sentido da religião cristã, senão preservar os conceitos relativos a tudo o que concerne de que a Bíblia é a Palavra de Deus. E isto é o que faz com que milhões de pessoas acreditem que realmente há expressos os pensamentos de Deus através da palavra verbalizada por esses longos anos de sua existência. E quem afirma o contrário perdeu simplesmente o alvo que é a própria Palavra de Deus.

  Às vezes fico a pensar, e procuro respostas convincentes à questão, ou seja, do porque há tantas mentes contrárias a Bíblia, ou melhor, se a Bíblia fosse uma pessoa com certeza já haveria morrido há muito tempo. Com isto, se acreditam em tudo como ETs, bruxarias, feitiçarias, contos de fadas, espiritismo, em jornais e revistas, livros de superstição e etc. Mas, quando o assunto é a Bíblia logo há um desprezo por parte daqueles que são avessos as verdades de Deus. Porém, como todos iriam acreditar num livro que denuncia seus pecados, e que mostra o remédio para suas mazelas? É óbvio que ninguém quer ou aceita um documento que denuncia seus erros, e que mostra o remédio para a solução.

    Incorrem em erros todos aqueles que a longos anos tentaram desacreditar a Bíblia, ou mesmo que já escreveram e persegue-a mesmo assim ela não perdeu e nem perderá a sua força, essência e espiritualidade – “Para sempre oh! Senhor a tua Palavra permanece no céu”. Desde o princípio a Palavra de Deus está em movimento, o mundo, as estrelas, os astros, o céu e tudo o que há foram criados pela “Palavra – do Verbo Hebraico Barah”, ou seja, Deus usou a força de sua Palavra para trazer à existência aquilo que não existia sendo que tudo o que existe veio pela força de sua Palavra.
   Pessoas há que estão embriagadas por conceitos humanos, ou melhor, sem que revejam seus conceitos relativistas sobre a Bíblia. Todavia, nada perdurará para sempre como fundamento proposto pelos relativistas, ao contrário disso, a Bíblia permanece face as tempestades, aos ventos de doutrinas contrários a sua veracidade e tudo mais, mas permanece para sempre a Palavra de Deus.

I-A BÍBLIA E O RELATIVISMO

  “O relativismo é uma doutrina que prega que algo é relativo, contrário de uma ideia absoluta, categórica. Atitude ou doutrina que afirma que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar”- Wikipédia.
   Quem nunca ouviu ou não leu algo que afirma o relativismo, seja no âmbito da literatura secular ou mesmo cristã. Todavia, há inúmeros conceitos no mundo literário cristão fatos preponderantes do relativismo. Porém, uma doutrina que sempre teve a sua vigência no mundo e aceitação pelo avesso as verdades de Deus foi mais adepto dessa filosofia. E são justamente com tais conceitos que há teólogos liberais que aderem às ideias do relativismo religioso. Ou melhor, negam a “Inspiração da Bíblia, e a sua essência espiritual”. Ou seja, pelo fato de existir alguns erros de convergência entre os escritos, como narrações desencontradas é o que faz com que a Bíblia não seja de forma abrangente a Palavra de Deus.

  Relativismo é sumamente indivudualista, é tanto que, rege seus pensamentos simplesmente pelos conceitos preconceituosos do ponto de vista cético, ou melhor, não crendo nas verdades absolutas de Deus não são dignos de confiança. Sendo que, tudo isso é favorável dependendo de quem aceita a sua posição teológica, ou melhor, pelos conceitos individualistas tudo é possível. Não se configura algo de confiança por quem prima pelos conceitos aceitáveis, ou melhor, se você acredita naquilo que está expresso na Bíblia, porque haveria de fazermos o contrário disso. Ora, a Bíblia não deixará de ser a Palavra de Deus porque um grupo de teólogos com posições relativistas impõem como se a eles fossem dados autoridades para isso. Todavia, ela sempre foi e permanece sem que sofra qualquer intervenção humana, pois é a Palavra de Deus.

    Portanto, não existem conceitos acima das verdades absolutas de Deus, ou melhor, Deus não nos expressou a sua vontade para que os homens pudessem manipulá-las, e sim, com intuito de fazer com que eles tenham o conhecimento do plano de salvação. Ou melhor, a intenção dos inimigos de Deus é justamente fazer com que haja descrédito de sua Palavra, sendo que, alguns até perderam seu alvo. Essa é a intenção do relativismo, quando estamos vivendo dias difíceis, onde alguns estão confusos, outros em busca de algo que satisfaça suas intenções. Destarte, o verdadeiro cristão não aceito e nem permite que fatos inadequados venham lhe tirar a sua direção do céu, ou melhor, ele vive como disse o salmista: “Guardei a tua Palavra no meu coração para não pecar contra ti...”.

   É necessário que o espírito do erro se manifeste, pois a Bíblia fala disso de forma contundente, ou melhor, que nos últimos dias viriam dias trabalhosos, onde o espírito do anticristo se manifestaria sem precedente. E não existe outra coisa que nos faça saber o contrário disso, ou melhor, pessoas que antes eram ávidas pelos conceitos ortodoxos da Palavra de Deus. E hoje estão achando que podem manipular as verdades da Bíblia com conceitos relativistas, e pensam os tais que estão certos, porém, deliram em suas afirmações vivendo uma falsidade teológica.

  A Bíblia é para o crível o que é a água à sua existência, destarte, Deus ainda permite que usemo-na de forma que ela tenha o poder de transformar milhares e milhares de vidas. Ou melhor, a sua essência é o que faz a diferença, o contrário disso não seria a Palavra de Deus. Então, vivamos o que acreditamos, não permitamos que o espírito do erro penetre nos nossos corações, ou seja, com crendices que parecem mais doutrinas de demônios. Portanto, a Essência da Palavra de Deus está na sua forma de fazer com haja transformações nas pessoas, ou melhor, naqueles que se deixam acreditar naquilo que  é ontologicamente espiritual – Deus é Espírito Auto-Existente, só uma mente transformada poderá compreender o espiritual, ora, bem disse Paulo: “Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode compreendê-las, porque as se discernem espiritual. Mas o que espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” – I Co 2.14-15.

Por José Roberto de Melo – Bacharel em Teologia, Professor, Escritor, e Graduando em Direito.

sábado, 25 de agosto de 2012

O HADES – LUGAR DOS MORTOS – O CRISTÃO DESCE OU SOBE?


INTRODUÇÃO
   Há assuntos na Bíblia que às vezes nos deixam confusos, ou melhor, queremos saber além daquilo que nossas faculdades exigem, ou vão além do que possamos imaginar. É o caso do tratado na Bíblia a Doutrina do “Hades”, ou melhor, o lugar dos mortos. Pois ainda assim, há pessoas confusas no tocante a doutrina Bíblica quando se preocupam e gostariam de saber realmente para onde vão as almas e espíritos dos mortos.

I-O HADES – O MUNDO INFERIOR, OU MELHOR, O LUGAR DOS FALECIDOS:
   O Pastor Laurence Olson, nos deixou bem claro sobre a doutrina do Hades, ou seja, nos apresentando de forma Bíblica e teológica o (Hades no grego), que também significa na concepção do termo Inferno (Mt 16.18). “Ambas as palavras significam o mundo invisível, o lugar para onde vão os espíritos dos falecidos. Nunca são usadas estas apalavras em referências ao lugar final de detenção desses espíritos, e nem para significar a sepultura do corpo, cujo termo hebraico é “Queber”.
     O Testemunho total das escrituras, dos livros apócrifos, dos escritos patrisicos e mesmo livros de autores pagãos, é que o Hades (ou Seol) é o lugar onde, à morte, são recolhidos os espíritos dos falecidos, quer dos justos, quer dos injustos. Todavia, há uma confusão, e até mesmo tem surgidos heresias devidos os significados das duas palavras, Hades e Quebar.

II-ONDE ESTÁ O HADES? QUEM O HABITA?

1- Os mortos, é evidente 
Dividem-se em duas classes: Os justos e os Injustos. Dn 12.2; Jo 5.28-29. Em estudo anterior consideramos a ressurreição dos corpos, mas agora pesquisaremos acerca da habitação de seus espíritos enquanto aguardam o juízo final. A Bíblia ensina que, a morte, a alma e o espírito do homem, no caso do injusto, não seguirão imediatamente para o lugar final de castigo, mas sim que irão a um lugar temporário, à espera do juízo do Grande Trono Branco, depois do qual irão para o lugar de suplício eterno, ou seja, o lago de fogo. 
2- Os mortos – Justos  
Todos os justos, de Adão até a resurreição de Cristo ao morrerem, suas almas (com a possível exceção de Enoque e Elias) desciam ao “Paraiso”, que naquele tempo constituía um compatimento do “Seol” (Hades) no grego. Entre esse lugar e o lugar dos injustos, no mesmo “Seol”, havia uma sepração. Luc 16.26. “O Seol” ou Hades, como descrito nas escrituras, é um mundo sombrio, um lugar de detenção e espera, até para os mais santos – Dr. Seiss. No velho Testamento a morte dum patriarca é descrita como sendo “Reunido” ao seu povo – Gn 25.8; 35.29; Num 27.13. É o que significa a expressão em Lc 16.22, quando os anjos conduzem Lázaro para o seio de Abraão. A morte dum santo era uma descida da alma a certo lugar para baixo – Is 5.14; Gn 37.35; 42.38; Num 16.23. Em Is 5.14 os ímpios desciam a boca aberta do Seol (não cova ou sepultura, como traduzida em Almeida). Nas passgens de Genesis temos Jacó pensando em sua morte, dizendo .... descerei a meu filho a sepultura.

           3-Os mortos justos pós Calvário – Ef 4.8-10
         Não são poucos os cristãos que ainda vivem em dúvida com relação a vida pós morte, ou seja, não foram ensinados quanto a questão da morte. E com relação a isso, há posições de teólogos que afirmam que até o calvário todos os que morriam desciam, ou melhor, iam para o “Hades ou Sheol”. E após o Calvário, Jesus transportou esse lugar para outro, o que denominamos de “Paraiso”, ou melhor, o seio de Abraão fora transportado para um lugar melhor. E no texto acima há uma posição escrita por Paulo, que sem sombra de dúvida os cristãos da nova aliança ao morrerem não descem, e sim sobem para um lugar melhor, o que podemos entender que seja um lugar de grande alegria e gozo, é um prelúdio do céu onde habita Deus e os santos anjos. 

     Certa feita em sala de aula, alguns alunos nos questionaram sobre a questão, o que afirmei foi justamente o que está escrito na Bíblia, ou seja, o que prevalece não são nossas posições, e sim, ao que está escrito na Palavra de Deus. E para a nossa surpresa, ouvir de um jovem pastor a afirmação de que todos vão para o mesmo lugar, ou melhor, que não há separação.  
    É importante que saibamos analisar o que está escrito, ou melhor, recorrermos à ciência da interpretação Bíblica Teológica – Exegese. Para não incorrermos em erros dessa natureza. Ou melhor, o que foi já passou, e o que prevalece é justamente o que a Bíblia nos afirma hoje. É tanto verdade isso que, o próprio Paulo nos deu uma posição explicita desse privilégio espiritual afirmando assim: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais” – Ef 1.3.

   Podemos pensar o seguinte, será que Cristo após a sua obra no Calvário, iria deixar tudo conforme encontrou? Ou melhor, se Ele constituiu-nos dos mais importantes privilégios, porque haveria de nos deixar em um lugar onde se expressa as mais angustiantes tristezas e sofrimentos? Então, dessa forma fico com o que me diz a Palavra de Deus, ou melhor, onde “Tirou do Cativeiro os cativos”, e nos projetou para um lugar melhor, o que podemos concordar que seja um lugar lindo e maravilhoso, ou seja, é tão real a sua existência que não há como ser descrito, e quem nos afirmou isso foi o próprio Paulo -  II Co 12.1-4.

José Roberto de Melo É Bacharel em Teologia, Professor de Teologia Sistemática, é Escritor e estar se Graduando em Direito pela Unip Universidade Paulista  – 2012.

domingo, 12 de agosto de 2012

POR QUE NÃO PODEMOS ACEITAR “HERESIAS” NA IGREJA


Introdução. Há uma discrepância muito grande com relação aos conceitos doutrinários dentro de Igrejas que são tidas como as mais conservadoras da ortodoxia. Ou melhor, não importa apenas se dizer que segue a Cristo em tal Igreja ou denominação, e não existe a princípio o que é correto do ponto de vista doutrinário. 

     Digo que para algumas pessoas  a “Bíblia” foi escrita para grupos seletos, o que não é verdade tal posição. Ou melhor, quando começamos a analisar esses grupos vemos que eles fazem de tudo para se isolar de qualquer Igreja porque se julgam detentores desses conceitos equivocados. Destarte, Deus não nos permite que nos comportemos dessa forma, e nem que somos donos das verdades de sua Palavra, mas que ao examinarmos as sagradas escrituras, tenhamos uma visão central, e que na sua posição seja em relação a todos aqueles que queiram absolver a sua mensagem. 

I-O QUE TEM LEVADO IGREJAS A SE POSICIONAR CONTRA ELAS MESMAS?
     É justamente pelo espírito “egoísta” ou pelos chamados grupos heréticos, ou melhor, quando se isolam ou conceituam a Palavra de Deus como se fossem detentores de suas verdades. Ora, dizemos que precisamos manter a “Koinonia” (comunhão) entre os irmãos, mas se fazemos parte da Igreja de Cristo, porque haverá de ficarmos pensando que a “Denominação Tal é a correta ou a que irá entrar no céu” e as demais não? 

      Pois é, isso acontece em todas as Igrejas, ou melhor, não vamos citá-las aqui por questão de “Decoro” (ética). Ou seja, falamos  coisas e não conseguimos vivê-las, ou melhor, o que se configura um disparate religioso. Voltando ao primeiro parágrafo, logo podemos extrair alguns pontos relevantes quanto a tudo o que temos presenciado, e vejamos do por que disso. Ou melhor, tudo por puro egoísmo que há dentro de grupos religiosos, ou seja, se temos a mesma Bíblia, ou seguimos a  Cristo, porque não conseguimos sermos irmãos em Cristo Jesus, é um pouco desconforme.  

     As coisas estão inversas do ponto de vista da Bíblia, repito que, nunca a Bíblia foi escrita a grupos seletos. Ou melhor, se alguém diz que professa a sua fé em Jesus, mas pertence à determinada Igreja, e para outro grupo está fora de sua denominação, portanto, não serve para ter comunhão – é isso que se configura “Heresias”. Ou melhor, se achar que podemos fazer isso ou praticamos, estamos fora daquilo que Deus determina em sua Palavra (“Se andarmos na Luz, como na Luz Ele (Cristo está) temos comunhão (Koinonia) uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo seu Filho, nos purificará – I Jo 1.7). Então, surgem as heresias e contravenções Bíblicas porque se pegam textos fora de seu contexto formando com isso uma doutrina fora da ortodoxia, o que se configura as chamadas “Desculpas teológicas”. 

     Então, queira ou não, todas as Igrejas e denominações, praticam suas “heresias caseiras”. Porque digo assim, porque a Igreja de Cristo não é formada de uma “Denominação” religiosa, ou um grupo religioso, mas de todos aqueles que foram e são comprados e lavados no sangue de Jesus Cristo. Ou melhor, o conceito de Igreja é muito diferente do que pensam muitos, ora, quando falamos em Igreja de Cristo, externamos o conceito religioso. Porém, rotulamos a “Denominação”, separamos o místico pelo conceito denominacional formando com isto o grupo religioso – e se criam suas “Heresias” sem olhar as consequências propostas pelos tais. Destarte, vejamos realmente o conceito de “Heresia” - Heresia (do latim haerĕsis, por sua vez do grego αρεσις, "escolha" ou "opção") é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinal organizado ou ortodoxo. Fonte (Wikipédia).

     De acordo o conceito de “Heresia”, se configura a sua posição quando “Determinados Grupos” de forma isolada “Criam conceitos Doutrinários” fora de uma contextualização Teológica Ortodoxa Cristã. E quais são as consequências desses grupos? É Justamente perder seus objetivos propostos por Cristo Jesus que veio trazer a paz e a comunhão (Koinonia) entre os irmãos. Ora, afirmo que o maior problema no mundo dos homens são justamente as “Religiões”, porque elas perderam a “Essência do que é o Cristianismo”. Ou melhor, não iremos para um céu onde haverá separação, porque não existe o tal. Porém, um céu onde habita a paz e a comunhão plena entre Deus, Jesus Cristo, e O Espírito Santo, quem pensa o contrário disso me prove na Bíblia se estamos equivocados. 

     Mas, vou mais longe, pois estamos vivendo dias onde há uma separação entre os cristãos, ou melhor, quando alguns empolam o peito e o nariz se achando melhor do que os demais. Tudo isso porque dentro de seus grupos há conceitos maus interpretados com relação ao que Cristo Jesus nos ensinou. E vai indo, e não conseguem interagir com as demais Igrejas ou irmãos porque pensam que são superiores aos demais. Porém, há ressalvas nestes aspectos, ou melhor, não estamos discutindo “Costumes ou conceitos doutrinários de Igrejas”, pois sabemos que cada denominação têm seus “usos e costumes”, mas não são consistentes a ponto de sobrepor-se aos conceitos de Cristo em sua Palavra. 

    Diante desses escritos, talvez você nunca pensasse nisto, porém, como podemos identificar “Grupos Religiosos” que não praticam a “Koinonia” simplesmente porque são heréticos.
      1-Primeiro, todo grupo que se “Isola” são tidos como heréticos, e com isso praticam as mais absurdas aberrações quanto ao que Cristo nos ordenou.
    2-Segundo todo grupo isolado, não tem seu credo religioso definido, ou melhor, o que prevalece é justamente suas posições fora da contextualização Bíblica.
    3-Terceiro atacam as demais Igrejas e denominações, ou melhor, disseminam a contenda teológica no seu contexto para simplesmente manter o grupo isolado.

José Roberto de Melo – É Bacharel em Teologia, Professor de Teologia Sistemática, é Escritor e estar se Graduando em Direito pela Unip Universidade Paulista  – 2012.                          

domingo, 5 de agosto de 2012

AVISO AOS LEITORES DESTE BLOG – LIDERANÇA CRISTÃ


 Todas as propagandas ou anúncios veiculados neste blog é de domínio do “Google”. Portanto, o blog é mantido pelo Google, sendo que o mesmo pode dispor de qualquer propaganda.

 Às vezes os leitores ao clicar no blog aparecem determinados tipos de propagandas ou anúncios, o que não se configura do nosso domínio. Destarte, o que é de nossa responsabilidade são justamente os temas escritos e postados aqui no Blog – Liderança Cristã.

Por José Roberto de Melo

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PASTORES E A PRÁTICA DO ESTELIONATO – FALSIDADE DE DIPLOMAS


Art. 171 do CP - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
  Não são poucas as informações que há na Internet de pessoas que são tidas, ou tendo uma reputação ilibada na sociedade cristã. Mas, até onde irá as tais reputações dessas pessoas que aparentemente são sérias no que fazem? 
  Pois é, há na internet de pastores que são até o momento para os seus membros e sociedade sujeitos de reputações ilibadas. Ou melhor, algo que todo mundo deve saber e exigir até que se provem o contrário. Todavia, há uma premissa no Direito que “Todo cidadão é inocente” até que se prove o contrário, ou seja, qualquer um pode acusar ou imputar algo a alguém. Porém, pelos conceitos jurídicos deve-se primar pela conduta e respeito humano porque se configura um direito elencado na Constituição Federal a ampla defesa e o contraditório. 

 Destarte, ultimamente estamos presenciando noticiários de pessoas que pelos conceitos da Palavra de Deus, não deveriam ter seus nomes estampados nas páginas da rede mundial. Porque isso tem contribuído para os escândalos e aos olhos do mundo é algo indecoroso para homens que se dizem pastores, ou seja, não é razoável tal comportamento. É óbvio que quando o assunto é referente a líderes espirituais, quase não se dá para acreditar, mas não é isso o que se ver nos dias hodiernos. 

I-A PRÁTICA DE ESTELIONATO

  Se configura crime é algo repugnante perante a sociedade, ou seja, “Induzir alguém” ao erro é no dizer jurídico fato que deve ser repugnado por quem prima por uma conduta ilibada. Ora, se a lei reprime qualquer ato de “Estelionato”, como crime com sanção penal, agora é inadmissível que fiquemos sabendo de pastores que praticaram-no com a maior cara de pau. Pois, é isso mesmo que você estar lendo, ou melhor, de pessoas que perante a Igreja e o ministério são tidos como quase uns “Semideuses”. E são envolvidos com práticas que mancham a “Dignidade Humana”. Ou melhor, um homem digno é um homem que se deve respeito pelos valores elencados segundo os direitos humanos. 

   Não podemos ser conivente com erros crassos, ou seja, se aceitarmos sem que questionarmos, somos coniventes com as tais práticas, algo que vejo como inaceitável no contexto da Igreja de Cristo Jesus. Pois, Cristianismo sem as marcas da sinceridade, é tudo, menos o que Cristo nos ensinou, fazer o certo, é ético pela moral. E não se comportar como se Deus não visse tais comportamento, e é justamente o que ocorre na seara dos cristãos. Ou melhor, de líderes que aparentemente são uma coisa, mas suas condutas não dizem o que são realmente. No conceito humano ser verdadeiro é o que é certo, ou seja, não precisamos ser ou fazer algo contrário ao que é licito, pois do contrário disso é repugnante à sociedade que exige o que é correto.  

II-PASTORES E SUAS PRÁTICAS DE FALSIDADES

 Ora, quem já se viu que um homem como representante de Cristo ande praticando a mentira. Ou melhor, há pastores se dizendo que são formados em Administração de Empresas, Direito, Teologia, etc, sem nunca ter entrados numa Universidade. E conseguindo perante a sociedade Cristã uma reputação que não é justa perante os cristãos, ou seja, se configurando um engano com a cara de pau, é no mínimo imoral tal comportamento desses pastores mentirosos. 

  Há na Internet de pastores que “Falsificaram certificados de ensino fundamental e médio, e que, entraram em supostas faculdades de Direito e Administração e adquiridos diplomas falsos e que depois supostamente foram cassados pelo poder Público. Data vênia, se isso é verdadeiro, é lastimável tais condutas desses que usando suas influências praticam algo que até mesmo o Diabo duvida.

  Ora, tudo isso é prática de “Estelionato”, ou melhor, “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento” – Art. 171, do CP. Destarte, há na Bíblia uma incisiva sentença do Justo Juiz, que um dia dará a todos os mentirosos, assim diz a Bíblia: “E ficarão de fora, os cães, os feiticeiros, os roubadores, os mentirosos...”. Fiquemos atentos, porém, conscientes de que na vinda de Cristo muitos pastores ficarão e irão pro inferno porque não se dão em conta que estão praticando a “Iniquidade”.

   Pelos conceitos de Cristo os tais estão reprovados, mas estão na iminência do ministério como se fossem reputados como pessoas idôneas é um disparate a posição desses pastores desonestos. Mas, o que adiante tal comportamento, pois por um período podem até mesmo enganar os desenformados, porém, suas mascaras cairão por terra como uma vergonha. Ora, diante desses casos o que se acreditar de homens que compram diplomas, falsificam histórico escolar de ensino fundamental e médio, e depois fingem que entraram numa “Universidade” e depois se descobrem que tudo não passou de “Estelionato”. 

  Destarte, de pessoas que não temem a Deus e nem conhecem seus mandamentos até é admitido, não concordando com o comportamento. Mas, de pastores, ou melhor, pessoas que são separados para o serviço cristão tais comportamentos, digo que, a Igreja brasileira está em crise, ou melhor, se espera tudo de um mundo relativista, mas no contexto cristão pessoas tendo tal postura é o fim.

   Não estamos julgando A e nem B, mas apenas trazendo aqui aos caros leitores informações precisas daquilo que a Igreja não sabe. Como citei acima, a sociedade pode até aceitar algo que fira a dignidade e ética, mas vermos tudo isso debaixo de nossos olhos é inadmissível. E quando dizemos que a Igreja estar em crise, não estamos nos isentando de nossas responsabilidades, pelo contrário, sejamos sábios para admitirmos que não podemos apenas olharmos o místico e sem analisarmos os fatos em evidências. Sejamos íntegros em tudo, pois é neste aspecto que Cristo exige de quem profere o seu nome. E não sejamos hipócritas ou coniventes com as práticas pecaminosas de alguns que sob o manto da infidelidade se escondem como se ninguém não visse as tais práticas. 

    Fomos chamados por Deus para sermos diferentes daqueles que não sabem nada a respeito do Senhor. Ou melhor, temos que ter a sensibilidade de que as coisas de Deus devem ser tratadas com responsabilidade e comprometimento, sem as tais não existe seriedade para uma vida santa diante de Cristo Jesus. Pastor ou qualquer representante deve primar pelos valores éticos, do contrário disso, deixem suas posições e vá fazer outra coisa, mas não causem escândalos porque isso se configura como práticas de ímpios – Mal 3.18.

José Roberto de Melo – É Bacharel em Teologia, Professor de Teologia Sistemática, é Escritor e estar se Graduando em Direito pela Unip Universidade Paulista  – 2012.